Setorial Siderurgia e Mineração | Março 2026

Setorial Siderurgia e Mineração | Março 2026

Dados da indústria e da siderurgia na China seguem mistos, enquanto nos EUA a produção de aço continua avançando, as importações recuaram e os preços continuaram se elevando.

Na China, o PMI industrial continuou se deteriorando em fevereiro e segue abaixo da linha de 50 pontos, mantendo a expectativa de enfraquecimento da atividade. Por outro lado, dados mais recentes referentes a janeiro/26 mostram que a produção e o consumo de aço mostraram expressiva recuperação em relação aos fracos volumes do mês anterior (+10,4% e +12,4%, respectivamente), suportados pela sazonalidade favorável de início de ano, porém houve queda na comparação anual (-8,1% e -12,2%). Diante do consumo mais fraco, os preços de aço na região continuaram lateralizados pelo sexto mês consecutivo e encerraram o mês de fevereiro em torno de US$ 470/t.

Já nos EUA, as cotações da bobina laminada a quente continuaram se elevando e encerraram o mês de fevereiro no maior patamar em 2 anos. A produção de aço continuou avançando no primeiro mês do ano (+1,7% m/m), enquanto as importações retraíram 6,4% m/m, mantendo a dinâmica observada desde a adoção da tarifa de importação sobre o aço.

No Brasil, as importações de aço voltaram a crescer

Na siderurgia brasileira, a maioria das métricas mostrou recuperação em janeiro, com destaque para o volume de importações de aço, que voltou a se elevar, após a desaceleração vista nos últimos meses de 2025. A entrada de aço importado somou 516 kt (+34,8% m/m), e representou 25,7% do consumo no país.

Preços de minério ficaram abaixo dos US$ 100/t em fevereiro, mas ganharam força após o reforço de medidas de suporte ao setor siderúrgico chinês.

Com relação ao minério de ferro, os estoques continuaram em elevação, atingindo recentemente o maior patamar desde abril/22 – movimento sazonal típico do início do ano, quando há estocagem em preparação para a parada de diversas indústrias durante o feriado do Ano Novo Lunar na China. Como consequência, observou?se leve pressão sobre as cotações ao longo de fevereiro, com os preços ficando ligeiramente abaixo de US$ 100/t. Em março, no entanto, os preços voltaram a subir após o governo chinês reiterar a intenção de enfrentar o excesso de capacidade produtiva do setor siderúrgico, o que pode trazer uma perspectiva mais favorável para a indústria.

Exportações brasileiras de minério se mantiveram estáveis, mesmo com a redução dos embarques para a China, suportadas por fortes embarques para outros países asiáticos.

No Brasil, as exportações de minério de ferro em fevereiro permaneceram estáveis na comparação mensal, em 28,5 Mt, mas registraram alta de 12,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O preço médio avançou 1,7% m/m, para US$ 73,40/t. Os embarques para a China somaram 17,3 Mt (?15,2% m/m), reduzindo sua participação para 60,6% do total (?10,7 p.p. m/m). Essa queda foi compensada pelo forte aumento das exportações para outros países asiáticos, com destaque para Omã e Malásia, cujos volumes ficaram cerca de 30% e 15% acima da média dos últimos doze meses, respectivamente. Dados preliminares de março (até a segunda semana) indicam queda de 29% m/m no volume médio diário embarcado e recuo de 2,9% m/m no preço médio.

 
Fonte: InvesTalk
Seção: Siderurgia & Mineração
Publicação: 19/03/2026